Horizontina 60 anos - os Primeiros Colonos

É arriscado determinar quais as primeiras famílias que se instalaram no município e que ainda fazem parte da sociedade local. A documentação existente é insuficiente para afirmações precisas e definitivas, uma vez que é possível a presença de colonos ou nacionais sem constarem nos registros oficiais. Com certa frequência, alguns historiadores informam o nome das famílias pioneiras  dos municípios e isso tem criado polemicas. As vezes, trata-se de simplesmente falta de informações completas.

Para evitar constrangimentos, os historiadores profissionais se limitam a informar registros disponíveis sobre o caso. Para tanto, copiamos todos os nomes mencionados nos livros da Comissão de Terras e Colonização, de colonos ou nacionais que compraram ou venderam lotes de terra entre 1927 e 1940. Com esse procedimento, temos um grande número de nomes que, esta forma, ficam registrados na memória escrita do município. Procuramos também nos precavermos de uma possível perda de livros de registro, que significaria perder uma parte importantíssima da história das famílias de Horizontina. Além desses nomes destacamos alguns colonos imigrantes divulgados por outros historiadores. Também lembramos alguns nomes nacionais que já foram divulgados por outras fontes.

Segundo Otmar Garbrecht, filho de pioneiro e que escreveu os primeiros livros com a história de Horizontina, os nacionais segundo ele eram Vargas, nas proximidades da cabeceira de Lajeado Pratos, Rodrigues de Lima, na região de Cascata do Buricá. Segundo o mesmo autor os primeiros colonos a aportarem em Horizontina foram: Henrique Claudy, Otto Gerharde, Rodolfo Irber, Lebrecht Anders, Fernando Garbrecht, Adolfo Hirt, Edmundo Ziebel, Leopoldo Derlan, João Garbrecht, Blondino Günter, Henrique Garbrecht, Bertoldo Ullmann, Carlos Becker, Cristiano Gerherdt, Andreas Gusse, Waldemar Christmann, Reinoldo Feixm Arno Lenz, Arthur Weiss, Alfredo Scherner, Reinoldo Glier, Edmundo Desbessel, Arthur Albrecht, Alberto Klafcke, Guilherme Brunck, Reinaldo Röehsler, Balduino Gerhardt, Guilherme Garbrecht e Dr. Gurga Hotton. Este último, não deve ser um dos pioneiros. Veio mais tarde com o genro de sobrenome Gomes, que construiu o prédio que por anos foi depósito da Brahma e ainda hoje existe, e ali instalou-se com casa de comercio. Dr. Gurga Otton foi o primeiro a ser sepultado no cemitério da cidade. Na entrada oficial, é o primeiro tumulo a esquerda de quem entra. Segundo informações de Otto Novotny, que foi o primeiro motorista de Horizontina e empregado da empresa de Gomes, “havia um cemitério anterior nas proximidades de Esquina Eldorado” Ficou de levar-me até o local, mas faleceu antes de isso acontecer. Segundo ele, os poucos corpos ali sepultados não foram trasladados para o novo cemitério e lá permanecem. (r/e/arend).