Horizontina 60 anos - A Campanha Emancipacionista.

A campanha emancipacionista de Horizontina teve início em 19 de julho de 1953 com a realização de uma reunião convocada pelo Vereador Arno Ecke, representante do distrito no Legislativo de Santa Rosa, com a finalidade de discutir o projeto de Lei de criação de novos municípios, que ainda estava tramitando na Assembleia Legislativa, a possibilidades da localidade cumprir suas exigências e a condução da campanha com a eleição de uma Comissão Provisória.

Inicialmente, a reunião – realizada no salão do Grêmio Esportivo e Cultural – discutiu a formação da comissão provisória. Por sugestão do Dr. Ulrico Ambros, foi eleita por aclamação, esta Comissão Provisória cuja presidência passou a ser exercida pelo Engenheiro Jorge Antonio Dahne Logemann e assim formada: Vice-Presidente: Oscar Afonso Winter – 1º Secretário: Arno Ecke – segundo Secretário: Arno Quinot – 1º tesoureiro: Alberto F. Lückemeyer, 2º Tesoreiro: Alfonso Alfredo Lückemeyer.

Dos estudos e discussões travadas, a Comissão “constatou ter este distrito renda suficiente, população muito além da fixada em lei e largas possibilidades de desenvolvimento, estando, por conseguinte, Horizontina em condições de pleitear suas emancipação (...) aguardando apenas a regulamentação legal.

A ideia estava na ordem do dia. Segundo Arno Quinot: “os argumentos usados na Campanha por uma ou outra parte consistiam: Cada um falava a seu favor. Aquele que queria perder um distrito alegava que querendo se emancipar, “vão ter que pagar tudo de novo comprar máquinas que nós já temos”. Aqueles que queriam o município diziam: “chega de ficar pedindo e não recebendo nada, vamos trazer o negócio mais perto isto pode ficar entre nós. Eles só levam o nosso dinheiro e não vem fazer estradas. Segundo o mesmo Arno Quinot, 80% da população se ocupava da questão emancipacionista e que “grande parte do tempo era a conversa do dia”. Como se pode ver a comissão encontrou eco junto a cerca de trezentas pessoas que já na primeira reunião se fizeram presentes. “representantes de todas as profissões e classes sociais, vindos de todos os recantos do distrito para lançarem em uma vibrante manifestação o Movimento Emancipacionista de Horizontina, escrevia o correspondente de jornal Correio Serrano.

Em 23 de julho foi realizada a segunda reunião quando a discussão maior girou em torno do ainda projeto de Lei 2.116 que estava tramitando na Assembleia Legislativa. Tanto o Presidente da Comissão Provisória, quanto o Deputado Estadual Ariosto Jaeger, fizeram uma exposição do seu conteúdo. Também decidiram que uma comissão entraria em contato com o “Comercio, Indústria e Profissões Liberais do vizinho distrito de Tucunduva, para, em caso de haver opiniões favoráveis, lançar nosso movimento, também no vizinho distrito.

Em 12 de setembro de 1953 – com a Lei das emancipações votadas pela Assembleia Legislativa, só faltando a sanção do Governador – os emancipacionistas realizaram uma terceira e ultima reunião que teve a expressiva participação de aproximadamente quatrocentas pessoas. Na oportunidade foi eleita a Comissão Emancipacionista Definitiva cuja presidência continuou sendo exercida pelo Dr. Jorge Antonio Dahne Logemann. Nesta reunião foram organizadas também as comissões executiva, deliberativa e de propaganda. Na próxima edição: Os membros das Comissões bem como os nomes de alguns integrantes, presentes a reunião.